(entrevista)
Neville D'Almeida e, Jacques Cheuiche; conversamos sobre o longa-metragemAreias, cinema e os enquadramentos. Estação Net Botafogo - Abril, 2024.Foto: @k.caiazzo
Exibição do longa Areias Escaldantes - Estação Net Botafogo. RJ - Dez, 2022.
Uma honra fazer parte de uma Exposição linda na criatividade, humor e conhecimento dos momentos do cinema. Aí, vem o programa Metrópoles e põe a Música lá no alto, e as pessoas passam a dançar enquanto assistem a matéria. Musicais no Cinema, tem este poder de te fazer cantar e dançar, mesmo sem perceber. Obrigado pela curadoria Duda Leite e pelo seu trabalho sensacional, à Renata Letícia e equipe do MIS-SP, pela atenção e dedicação ao nosso filme Areias Escaldantes - Nov/2019, MIS/SP.
Participação da Mostra Musicais no Cinema
Resumo da entrevista e depoimento do ator Diogo Vilela
Bruno Hilário, Philipe Ratton, Mariah Soares e Vitor Miranda, equipe do Cine Humberto Mauro. Agradecido ao público de Belo Horizonte. Em especial ao Neville D'Almeida, Mario Abbade e Breno Lira Gomes, pelo convite do Areias Escaldantes.
Francisco de Paula Cinema e Pintura
Já faz algum tempo que esta nota foi publicada no caderno de Cultura, mas o 'Areias tornou-se um filme Cult o qual até hoje passa em canais fechados. Já nos principais meios de comunicação, foram e são publicadas críticas, resenhas, debates, entrevistas e é usado para estudos acadêmicos; Sobre o nosso filme Areias Escaldantes, desde 1985. Nosso, porque ele foi feito por todos que fizeram parte dele, sempre um novo olhar, alguma leitura cinematográfica que se descobre, porque é de cinema que trata o filme. Produzido por pessoas, na sua grande maioria, afirmados e confirmados, nos dias atuais, nas suas habilidades e sentimentos, nesta grande área, território da cultura. E o Areias vai passando, a sua imagem impregnada de grãos, quando a era é digital.
Imagem do catálogo do evento - pág. 41.
Festival Estação Virtual - 35 anos do Cinema Brasileiro.6 de maio, 2021
"O filme Areias Escaldantes estreou na Estação Botafogo em Dezembro de 1985.
Passava em só uma sessão por dia, à tarde! Ficamos em cartaz por 6 longas semanas! Voltamos ao Estação, no Festival Virtual, que não terá a tela grande na sala escura, mas dará acesso às pessoas das cidades brasileiras, inclusive, aquelas que não possuem salas de cinema, a chance de assistir-nos! Aliás, o público do mundo inteiro poderá assistir ao nosso cinema.
É a primeira vez, que o filme é aceito num Festival no Brasil, 35 anos depois.Foi preciso outra geração descobrir o filme, para o Areias se tornar Cult, com as exibições no Canal Brasil. Assim, desde o ano 2000, todos os anos recebo convites de Mostras Temáticas (Ficção científica e Brasil Distópico - na Caixa cultural; BrRock - no CCBB; 25 anos - no MFL e outros, Cine Sta Teresa-RJ, em Belo Horizonte - na Mostra Neville de Almeida, etc ).
Hercília Cardillo (montadora e editora de som)
Duda Leite (curador)
Ney Fernandes (editor de som)
José Luiz Sasso (Mixer)
Fábio Vellozo (cinemateca do MAM-RJ)
Cleumo Segond (equipe Fotografia)
Bruno de Alcântara (pesquisador)
Cavi Borges (diretor e produtor de cinema
Marta Oliveira (figurinista)
8 de Fev, de 2021.
Vera Bungarten (fotógrafa de cena) - Depoimento, 2023.
8 de Fev, de 2021.
Sobre o Diretor de Fotografia que acreditou, vestiu a camisa e comprou o meu barulho, no filme Areias Escaldantes, em 1985. No centro da foto de Vera Bungarten (com os assistentes de câmera: Cleumo Segond e Alexandre Fonseca). Antônio Luiz Mendes. Na pré-produção, ia todos as noites na minha casa para criar o conceito da luz, sugerir posições de câmera (que eu desenhava no meu roteiro), fazer a decupagem e construir um plano de filmagem de um longa-metragem para 30 dias , com 2 horas de filme pra usar (fizemos um filme de 1h e 40 minutos e 2 clipes para Lobão e Titãs). Usamos tudo! A trilha sonora das nossas conversas era Purple Rain, do Prince. E as bandas de rock brasileiro, que fizeram parte do filme. A fotografia de Antônio Luiz é mágica! A amizade dele e respeito pelo trabalho, me fortaleceram.
O meu roteiro, com as cenas desenhadas, previamente decupadas, sumiu no primeiro dia. Alguém da minha própria equipe deve ter gostado tanto, que o levou pra si. Disto, aprendi duas coisas: uma sobre o filme e outra pra sempre: uma, que o Areias não tinha roteiro (até porque a produção não conseguia , com orçamento baixíssimo, cumprir com o que estava escrito ali) e, a outra, que o fotógrafo é o seu olhar, é quem primeiro enxerga o filme. Antônio Luiz foi muito generoso criando planos lindos, decidindo por simplificar a sua luz quando via que o tempo era curto , sugerindo e aceitando as ideias todas, nos vinte e nove primeiros dias, no último me deu uma bronca. E não era pra reclamar, foi uma bronca para que eu me impusesse, pra dizer que eu defendesse as minhas próprias ideias até o final. E assim, quando nesse último dia de filmagem, numa noturna, num estúdio improvisado, onde filmávamos uma sequência do táxi, com efeito de retro projeção (o cenário era um táxi e passava um filme do túnel Rebouças atrás, numa tela), no último problema que a produção não conseguiu resolver, defendi a ideia de que o táxi deveria andar pra frente e pra trás ao mesmo tempo (tá lá no filme, tem que assistir). Sentado, aguardando o momento de rodar a cena, com um braço sobre o chassi da câmera, sorriu e me cumprimentou. Disse: -- Boa garoto, essa vai ser a melhor cena do filme.
O público sempre comenta e pergunta quem teve a ideia. Respondo: o fotógrafo Antônio Luiz Mendes, o melhor amigo de um diretor num set de filmagem! Depois, quando estávamos montando o filme, na moviola da Sky Light recebemos a visita do Mestre Ruy Guerra, que iria filmar A Ópera do Malandro, com Dib Lutfi na câmera. Precisava de um fotógrafo. Mostramos algumas cenas, e Antônio Luiz foi fazer a fotografia deste genial filme. Na saída, Ruy Guerra, charuto na mão e botas pesadas nos pés, virou pra nós que estávamos na sala, Hercília Cardillo e Jorge Saldanha, nos parabenizou pelo trabalho e saiu deixando a fumaça no ar. Nós nos olhamos e sorrimos incrédulos. O Areias Escaldantes aprovado!
"O filme estreou na Estação Botafogo em dezembro de 1985, que passava em só uma sessão por dia, à tarde! E o Nelson me perguntou como iria nos pagar. Eu respondi: "Paga com o tempo! Ficamos em cartaz por 6 longas semanas!" Voltamos ao Estação, agora no Festival Virtual, que não terá a tela grande na sala escura, mas dará acesso às pessoas das cidades brasileiras, inclusive, aquelas que não possuem salas de cinema, a chance de assistir-nos! Aliás, o público do mundo inteiro poderá assistir ao nosso cinema. É a primeira vez, que o filme é aceito num Festival no Brasil, 35 anos depois. Foi preciso outra geração descobrir o filme, para o Areias se tornar Cult, com as exibições no Canal Brasil. Assim, desde o ano 2000, todos os anos recebo convites de Mostras Temáticas (Ficção científica e Brasil Distópico - na Caixa cultural; BrRock - no CCBB; 25 anos - no MFL e outros, Cine Sta Teresa-RJ, em Belo Horizonte - na Mostra Neville de Almeida, etc ). Muito agradecido ao Grupo Estação e ao Cavi Borges, pela oportunidade de estarmos participando deste belíssimo Panorama, com duas produções. Estaremos, também, com a Pré-Estréia do curta-metragem Monte Serrat, na segunda semana. O Cinema Independente se faz com pequenos filmes impregnados de Amor ao Cinema. É o que mantém a nossa liberdade de prosseguir". 07/04/21
"A Regina Casé foi figurinista do filme, que levava roupas para compor a personagem Verrô. O Diogo Vilela atuava e participava da decupagem. Tivemos a cooperação e comprometimento de toda equipe!" Em 1985, Areias Escaldantes, escrito e dirigido por Francisco de Paula, também pode ser tido como exemplo do que John Brosnan chama de “'fake’ sf movie". 238 O próprio Francisco é reticente quanto a classificação de Areias como filme de ficção cientifica. Segundo o diretor, o projeto inicial era um drama e, se há algum vínculo do filme com a FC, ele seria obra do diretor de arte, Arturo Uranga. 239 De fato, os desenhos a que o filme recorre como suplemento discursivo, criados por Uranga, são talvez o elemento de maior familiaridade com a FC. Mas a modelagem nos gêneros musical, comédia e até mesmo “cinema juvenil’’ 240 precede os elementos de FC presentes no filme, em sua maioria paródicos, similarmente ao que se verifica em O Homem do Sputnik. Link equipe do Areias Música "Inútil" Ultraje a Rigor. Fotografia Still: de Vera Bungarten; Fotografia: Antônio Luís Mendes; Som direto: Cristiano Maciel; Produção executiva: Paulo Sergio Almeida; Direção de Produção: René Bittencourt; Montagem: Amauri alves, Hercília Cardilo e Jorge Saldanha; Diretora assistente: Liège Monteiro; Continuísta: Rita Erthal; Figurino: Marta Oliveira, Regina Casé, Liège Monteiro, Cenografia: Luís Zerbini; Direção musical: Lobão; Contra-regra: Delannir Cerqueira, Eletricista chefe: Edinho Alves; Maquinista chefe: Nilo Sergio Vidal; Platô: Marcão.
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O cartaz do exibidor, feito pelo chargista e ilustrador J.C Lôbo. O homem bomba! Mas a nossa arma é a câmera e só é carregada com fotogramas, atirando 24 frames por segundo.
Areias Escaldantes no Recine - Festival Internacional de Cinema de Arquivo . A câmera é antiga, o elenco é jovem, a equipe é competente e a linguagem é exibida até os dias atuais. Esta é a 2° participação do filme com o Recine. Cavi Borges, Fabrício Duque: a vertente de Cinema para homenagear Clóvis Molinari, que fez o primeiro convite, em 2010 para o Festival.
Cine Clube Recine exibição o CULT: "Areias Escaldantes" (1985) de Francisco de Paula. Uma ficção científica/musical com um elenco sensacional que vai de Neville de Almeida, Regina Casé, Luis Fernando Guimarães, Diogo Vilela, Lobão, Titãs, e Cazuza. Trilha sonora: Titãs, Ultraje a Rigor, Lulu Santos, Ira, Capital Inicial, Metrô, entre outros.
Sobre o filme:Num futuro próximo (1990), no país fictício de Kali, um grupo de jovens terroristas executa roubos, sequestros e assassinatos sob as ordens de um misterioso chefão conhecido como "Entidade" e são perseguidos pela pomposa e ineficiente Polícia Especial. Em uma parceria entre a Cavídeo e o site Vertentes do Cinema.
Publicada no caderno de Cultura, oAreias escaldantestornou-se um filme Cult o qual até hoje passa em canais fechado. Já nos principais meios de comunicação, foram e são publicadas críticas, resenhas, debates, entrevistas e é usado para estudos acadêmicos; Sobre o nosso filme Areias Escaldantes, desde 1985. Nosso, porque ele foi feito por todos que fizeram parte dele, sempre um novo olhar, alguma leitura cinematográfica que se descobre, porque é de cinema que trata o filme. Produzido por pessoas, na sua grande maioria, afirmados e confirmados, nos dias atuais, nas suas habilidades e sentimentos, nesta grande área, território da cultura. Novos trabalhos durante o ano, e o Areias vai passando, a sua imagem impregnada de grãos, quando a era é digital.
Foto da Cris Isidoro, feita no Morro da Urca, após o primeiro show dos Titãs, no RJ, em 1984. Um abraço do Cazuza no Arnaldo Antunes. Dois poetas que nos surpreendem e nos fazem tão bem. O Areias teve este propósito: unir os artistas que começavam suas Artes, no universo do cinema! Pode reparar, quem está neste filme, está em evidência até hoje (comentário escrito em 13/02/21). Ah, o show que teve Lobão e os Titãs chamava-se 'Início de Filmagens', e não tínhamos nem dinheiro pra começar. A ideia e o apoio do Nelson Motta, vingou.
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| Arnaldo Antunes, Cazuza (Morro da urca) Macalé, Francisco de Paula (Morro da urca)
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| 2011- CCBB-RJ, Mostra Cinema Rock'n roll |
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Brasil anos 80 Cinema e Vídeo, CCBB - SP, 2010
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