terça-feira, 23 de setembro de 2025

Areias Escaldantes (Acervo)

         

Programa Metrópolis 

Exposição MISS

(entrevista)

Neville D'Almeida e, Jacques Cheuiche; conversamos sobre o longa-metragem  
Areias, cinema e os enquadramentos. Estação Net Botafogo - Abril, 2024.
                Foto: @k.caiazzo

 

 

Exibição do longa Areias Escaldantes - Estação Net Botafogo. RJ - Dez, 2022. 

Uma honra fazer parte de uma Exposição linda na criatividade, humor e conhecimento dos momentos do cinema. Aí, vem o programa Metrópoles e põe a Música lá no alto, e as pessoas passam a dançar enquanto assistem a matéria. Musicais no Cinema, tem este poder de te fazer cantar e dançar, mesmo sem perceber. Obrigado pela curadoria Duda Leite e pelo seu trabalho sensacional, à Renata Letícia e equipe do MIS-SP, pela atenção e dedicação ao nosso filme Areias Escaldantes - Nov/2019, MIS/SP.

 

Participação da Mostra Musicais no Cinema



(Duda Leite) curador da Mostra no Brasil:
Musicais do Cinema - MIS, SP. 11/11/2019.


Resumo da entrevista depoimento do ator Diogo Vilela


        

Bruno Hilário, Philipe Ratton, Mariah Soares e Vitor Miranda, equipe do Cine Humberto Mauro. Agradecido ao público de Belo Horizonte. Em especial ao Neville D'Almeida, Mario Abbade e Breno Lira Gomes, pelo convite do Areias Escaldantes. 

                                                   

 Francisco de Paula  Cinema e Pintura

Já faz algum tempo que esta nota foi publicada no caderno de Cultura, mas o 'Areias tornou-se um filme Cult o qual até hoje passa em canais fechados. Já nos principais meios de comunicação, foram e são publicadas críticas, resenhas, debates, entrevistas e é usado para estudos acadêmicos; Sobre o nosso filme Areias Escaldantes, desde 1985. Nosso, porque ele foi feito por todos que fizeram parte dele, sempre um novo olhar, alguma leitura cinematográfica que se descobre, porque é de cinema que trata o filme. Produzido por pessoas, na sua grande maioria, afirmados e confirmados, nos dias atuais, nas suas habilidades e sentimentos, nesta grande área, território da cultura. E o Areias vai passando, a sua imagem impregnada de grãos, quando a era é digital. 

 

Imagem do catálogo do evento - pág. 41. 
Festival Estação Virtual - 35 anos do Cinema Brasileiro.6 de maio, 2021
"O filme Areias Escaldantes estreou na Estação Botafogo em Dezembro de 1985. 
Passava em só uma sessão por dia, à tarde! Ficamos em cartaz por 6 longas semanas! Voltamos ao Estação, no Festival Virtual, que não terá a tela grande na sala escura, mas dará acesso às pessoas das cidades brasileiras, inclusive, aquelas que não possuem salas de cinema, a chance de assistir-nos! Aliás, o público do mundo inteiro poderá assistir ao nosso cinema.
É a primeira vez, que o filme é aceito num Festival no Brasil, 35 anos depois.
Foi preciso outra geração descobrir o filme, para o Areias se tornar Cult, com as exibições no Canal Brasil. Assim, desde o ano 2000, todos os anos recebo convites de Mostras Temáticas (Ficção científica e Brasil Distópico - na Caixa cultural; BrRock - no CCBB; 25 anos - no MFL e outros, Cine Sta Teresa-RJ, em Belo Horizonte - na Mostra Neville de Almeida, etc ).

          May East

         Diogo Vilela 

          Hercília Cardillo (montadora e editora de som)

          Liège Monteiro 

Lobão 

Edgard Scandurra 

Duda Leite (curador)

Ney Fernandes (editor de som)  

José Luiz Sasso (Mixer)

Alfredo Suppia

Fábio Vellozo (cinemateca do MAM-RJ)

Cleumo Segond (equipe Fotografia)   

Bruno de Alcântara (pesquisador)

Cavi Borges (diretor e produtor de cinema

          Marta Oliveira (figurinista)

8 de Fev, de 2021. 

Vera Bungarten (fotógrafa de cena) - Depoimento, 2023.                                                    

  8 de Fev, de 2021.  


Sobre o  Diretor de Fotografia que acreditou, vestiu a camisa e comprou o meu barulho, no filme Areias Escaldantes, em 1985. No centro da foto de Vera Bungarten (com os assistentes de câmera: Cleumo Segond e Alexandre Fonseca). Antônio Luiz Mendes. Na pré-produção, ia todos as noites na minha casa para criar o conceito da luz, sugerir posições de câmera (que eu desenhava no meu roteiro), fazer a decupagem e construir um plano de filmagem de um longa-metragem para 30 dias , com 2 horas de filme pra usar (fizemos um filme de 1h e 40 minutos e 2 clipes para Lobão e Titãs).  Usamos tudo! A trilha sonora das nossas conversas era Purple Rain, do Prince. E as bandas de rock brasileiro, que fizeram parte do filme. A fotografia de Antônio Luiz é  mágica!  A amizade dele e respeito pelo trabalho,  me fortaleceram.

                                      

Exposição e exibição do filme. MISS (Museu de Imagem e do Som de Santos - 2023.

O meu roteiro, com as cenas desenhadas, previamente decupadas, sumiu no primeiro dia. Alguém da minha própria equipe deve ter gostado tanto, que o levou pra si. Disto, aprendi duas coisas: uma sobre o filme e outra pra sempre: uma, que o Areias não tinha roteiro (até porque a produção não conseguia , com orçamento  baixíssimo, cumprir com o que estava escrito ali) e, a outra,  que o fotógrafo é o seu olhar, é quem primeiro enxerga o filme.  Antônio Luiz foi muito generoso criando planos lindos, decidindo por simplificar a sua luz quando via que o tempo era curto , sugerindo  e aceitando as ideias todas, nos vinte e nove primeiros dias, no último me deu uma bronca. E não era pra reclamar, foi uma bronca para que eu me impusesse, pra dizer que eu defendesse as minhas próprias ideias até o final.  E assim, quando nesse último dia de filmagem, numa noturna, num estúdio improvisado, onde filmávamos uma sequência do táxi, com efeito de retro projeção (o cenário era um táxi e passava um filme do túnel Rebouças atrás, numa tela),  no último problema que a produção não conseguiu resolver, defendi a ideia de que o táxi deveria andar pra frente e pra trás ao mesmo tempo (tá lá no filme, tem que assistir). Sentado, aguardando o momento de rodar a cena, com um braço sobre o chassi da câmera, sorriu e me cumprimentou. Disse: -- Boa garoto, essa vai ser a melhor cena do filme.

Diogo Vilela (Areias Escaldantes)
Direção de fotografia: Antônio Luiz Mendes. Foto: Vera Bungarten.

O público sempre comenta e pergunta quem teve a ideia. Respondo: o fotógrafo  Antônio  Luiz Mendes, o melhor amigo de um diretor num set de filmagem! Depois, quando estávamos montando o filme, na moviola da Sky Light recebemos a visita do Mestre Ruy Guerra, que iria filmar A Ópera do Malandro, com  Dib Lutfi na câmera. Precisava de um fotógrafo. Mostramos algumas cenas, e  Antônio Luiz foi fazer a fotografia deste genial filme. Na saída, Ruy Guerra, charuto na mão e botas pesadas nos pés, virou pra nós que estávamos na sala, Hercília Cardillo e Jorge Saldanha, nos parabenizou pelo trabalho e saiu deixando a fumaça no ar. Nós nos  olhamos e sorrimos incrédulos. O Areias  Escaldantes aprovado!

canal Brasil, 09/07/21.



Mostra Estação Net Botafogo -
RJ, Dez, 22.

Texto para o FESTIVAL ESTAÇÃO VIRTUAL
"O filme estreou na Estação Botafogo em dezembro de 1985, que passava em só uma sessão por dia, à tarde! E o Nelson me perguntou como iria nos pagar. Eu respondi: "Paga com o tempo! Ficamos em cartaz por 6 longas semanas!"
Voltamos ao Estação, agora no Festival Virtual, que não terá a tela grande na sala escura, mas dará acesso às pessoas das cidades brasileiras, inclusive, aquelas que não possuem salas de cinema, a chance de assistir-nos! Aliás, o público do mundo inteiro poderá assistir ao nosso cinema.
É a primeira vez, que o filme é aceito num Festival no Brasil, 35 anos depois.
Foi preciso outra geração descobrir o filme, para o Areias se tornar Cult, com as exibições no Canal Brasil. Assim, desde o ano 2000, todos os anos recebo convites de Mostras Temáticas (Ficção científica e Brasil Distópico - na Caixa cultural; BrRock - no CCBB; 25 anos - no MFL e outros, Cine Sta Teresa-RJ, em Belo Horizonte - na Mostra Neville de Almeida, etc ).
Muito agradecido ao Grupo Estação e ao Cavi Borges, pela oportunidade de estarmos participando deste belíssimo Panorama, com duas produções.
Estaremos, também, com a Pré-Estréia do curta-metragem Monte Serrat, na segunda semana. O Cinema Independente se faz com pequenos filmes impregnados de Amor ao Cinema. É o que mantém a nossa liberdade de prosseguir". 07/04/21


"A Regina Casé foi figurinista do filme, que levava roupas para compor a personagem VerrôO Diogo Vilela atuava e participava da decupagem.
Tivemos a cooperação e comprometimento de toda equipe!"

Em 1985, Areias Escaldantes, escrito e dirigido por Francisco de Paula, também pode ser tido como exemplo do que John Brosnan chama de “'fake’ sf movie". 238 O próprio Francisco é reticente quanto a classificação de Areias como filme de ficção cientifica. Segundo o diretor, o projeto inicial era um drama e, se há algum vínculo do filme com a FC, ele seria obra do diretor de arte, Arturo Uranga. 239 De fato, os desenhos a que o filme recorre como suplemento discursivo, criados por Uranga, são talvez o elemento de maior familiaridade com a FC. Mas a modelagem nos gêneros musical, comédia e até mesmo “cinema juvenil’’ 240 precede os elementos de FC presentes no filme, em sua maioria paródicos, similarmente ao que se verifica em O Homem do Sputnik.
 
Música "Inútil" Ultraje a Rigor. Fotografia Still: de Vera Bungarten; Fotografia: Antônio Luís Mendes; Som direto: Cristiano Maciel; Produção executiva: Paulo Sergio Almeida; Direção de Produção: René Bittencourt; Montagem: Amauri alves, Hercília Cardilo e Jorge Saldanha; Diretora assistente: Liège Monteiro; Continuísta: Rita Erthal; Figurino: Marta Oliveira, Regina Casé, Liège Monteiro, Cenografia: Luís Zerbini; Direção musical: Lobão; Contra-regra: Delannir Cerqueira, Eletricista chefe: Edinho Alves; Maquinista chefe: Nilo Sergio Vidal; Platô: Marcão.

Areias Escaldantes (pág. 138) - do Livro: Atmosfera Rarefeita  - Ficção Científica no Cinema Brasileiro (Alfredo Suppia - Mestre e Doutor em Multimeios, UNICAMP).
(pág. 239) Entrevista c/ Francisco de Paula - 2005.




Páginas do catálogo da Mostra Brasil Distópico
realizada na Caixa Cultural - RJ em Agos, 2017.
"O filme estreou na Estação Botafogo em Dezembro de 1985. Passava em só uma sessão por dia, à tarde! E o Nelson me perguntou como iria nos pagar. Eu respondi: Paga com o tempo!Ficamos em cartaz por 6 longas semanas!  
Voltamos ao Estação, no Festival Virtual, que não terá a tela grande na sala escura, mas dará acesso às pessoas das cidades brasileiras, inclusive, aquelas que não possuem salas de cinema, a chance de assistir-nos! Aliás, o público do mundo inteiro poderá assistir ao nosso cinema. É a primeira vez, que o filme é aceito num Festival no Brasil, 35 anos depois.
Foi preciso outra geração descobrir o filme, para o Areias se tornar Cult, com as exibições no Canal Brasil. Assim, desde o ano 2000, todos os anos recebo convites de Mostras Temáticas (Ficção científica e Brasil Distópico - na Caixa cultural; BrRock - no CCBB; 25 anos - no MFL e outros, Cine Sta Teresa-RJ, em Belo Horizonte - na Mostra Neville de Almeida, etc ). Muito agradecido ao Grupo Estação e ao Cavi Borges, pela oportunidade de estarmos participando deste belíssimo Panorama, com duas produções.
O cartaz do exibidor, feito pelo chargista e ilustrador J.C Lôbo. O homem bomba! Mas a nossa arma é a câmera e só é carregada com fotogramas, atirando 24 frames por segundo. 


Areias Escaldantes no Recine - Festival Internacional de Cinema de Arquivo . A câmera é antiga, o elenco é jovem, a equipe é competente e a linguagem é exibida até os dias atuais. Esta é a 2° participação do filme com o Recine.
Cavi Borges, Fabrício Duque: a vertente de Cinema para homenagear Clóvis Molinari, que fez o primeiro convite, em 2010 para o Festival.  
 
Cine Clube Recine exibição o CULT:  "Areias Escaldantes" (1985) de Francisco de Paula. Uma ficção científica/musical com um elenco sensacional que vai de Neville de Almeida, Regina Casé, Luis Fernando Guimarães, Diogo Vilela, Lobão, Titãs, e Cazuza. Trilha sonora: Titãs, Ultraje a Rigor, Lulu Santos, Ira, Capital Inicial, Metrô, entre outros.

 

Sobre o filme:
Num futuro próximo (1990), no país fictício de Kali, um grupo de jovens terroristas executa roubos, sequestros e assassinatos sob as ordens de um misterioso chefão conhecido como "Entidade" e são perseguidos pela pomposa e ineficiente Polícia Especial. Em uma parceria entre a Cavídeo e o site Vertentes do Cinema.


Exibição em Belo Horizonte, 14/10/2016
Crítica / Comentários - Folha da tarde, 1985


Publicada no caderno de Cultura, o
Areias escaldantes
tornou-se um filme Cult o qual até hoje passa em canais fechado. Já nos principais meios de comunicação, foram e são publicadas críticas, resenhas, debates, entrevistas e é usado para estudos acadêmicos; Sobre o nosso filme Areias Escaldantes, desde 1985. Nosso, porque ele foi feito por todos que fizeram parte dele, sempre um novo olhar, alguma leitura cinematográfica que se descobre, porque é de cinema que trata o filme. Produzido por pessoas, na sua grande maioria, afirmados e confirmados, nos dias atuais, nas suas habilidades e sentimentos, nesta grande área, território da cultura. Novos trabalhos durante o ano, e o Areias vai passando, a sua imagem impregnada de grãos, quando a era é digital.

 


 


                                              
                               
 




Início de filmagem do Areias, em 1985.(Fotos: Cristina Isidoro)
Noites Cariocas, Morro da Urca.


Início de filmagem do Areias, 1985. (Fotos: Cristina Isidoro). Noites Cariocas, Morro da Urca





Show de Lobão e Titãs (morro da urca) Início de filmagens - 1984

                           
                               Show dos Titãs, Lobão e os Ronaldos - Início de filmagens, 1984

Cazuza, Bebel Gilberto e amigo (Morro da Urca)

Bebel Gilberto, Arnaldo Antunes e Jorge Salomão (Urca)

Branco Mello e Tony Belotto (Morro da Urca)

Sérgio Brito, Arnaldo Antunes (Morro da Urca)

Foto da Cris Isidoro, feita no Morro da Urca, após o primeiro show dos Titãs, no RJ, em 1984. Um abraço do Cazuza no Arnaldo Antunes. Dois poetas que nos surpreendem e nos fazem tão bem. O Areias teve este propósito: unir os artistas que começavam suas Artes, no universo do cinema! Pode reparar, quem está neste filme, está em evidência até hoje (comentário escrito em 13/02/21). Ah, o show que teve Lobão e os Titãs chamava-se 'Início de Filmagens', e não tínhamos nem dinheiro pra começar. A ideia e o apoio do Nelson Motta, vingou. 


Arnaldo Antunes, Cazuza (Morro da urca)
Macalé, Francisco de Paula (Morro da urca)

Jorge Salomão, Cao Albuquerque

2011- CCBB-RJ, Mostra Cinema Rock'n roll


Brasil anos 80 Cinema e Vídeo, CCBB - SP, 2010

  Participação do Areias na MFL 2010 - RJ


                                         
 Material gráfico do Recine - RJ,
 Arquivo Nacional. Out, de 2010


Regina Casé, e àquela época as crianças: Jade, Tamur Aimara e Maria Andrade

Luiz Fernando Guimarães (A odalisca e o Sheik), no sequestro do návio










Um filme Independente, sem orçamento, mas com dois cartazes: este é criação do Arturo Uranga, diretor de arte, num clima Metrópolis , de Fritz Lang. O exibidor achou muito sofisticado e fez outro cartaz para a porta dos cinemas. 
  

 FacebookAreias Escaldantes  

8 de Fev, de 2021.


 

8 de Fev, de 2021.


Pintarte Edições 
   Publicada: 2/8/2019.



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